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HyperOS no lugar do MIUI: o que muda para quem repara Xiaomi
Em 2023 a Xiaomi começou a substituir o MIUI pelo HyperOS nos telemóveis Xiaomi, Redmi e POCO. Para o utilizador, as mudanças são sobretudo no aspeto. Para quem repara, há diferenças práticas em algumas tarefas.
Como saber qual tem
Em Definições, Acerca do telefone, aparece a versão do MIUI ou a versão do Xiaomi HyperOS. O HyperOS continua a ser baseado em Android e tem números de versão próprios (HyperOS 1, 2, 3).
O que muda na prática
- Desbloqueio do bootloader: ficou mais difícil. Em muitos casos exige uma conta Mi com alguma antiguidade, um pedido através da aplicação da Comunidade Xiaomi e um número limitado de desbloqueios por ano. As regras variam com a região.
- Firmware: as ROMs continuam separadas por região (Global, EEA, China, Índia, entre outras). Gravar uma ROM de outra região pode deixar o aparelho sem algumas funções ou bloqueá-lo.
- Anti-rollback: continua ativo. Instalar uma versão mais antiga do que a atual pode deixar o aparelho sem arrancar.
- Conta Mi: a proteção da conta funciona como antes. Depois de um reset, o telemóvel pede a conta do dono.
Atualizar ou voltar atrás
A atualização para HyperOS chega pelo próprio telemóvel, em Definições, Acerca do telefone, Atualização. Voltar ao MIUI depois de atualizar é arriscado por causa do anti-rollback e não se recomenda.
Na bancada
- Antes de prometer um desbloqueio de bootloader, confirma as condições da conta do cliente.
- Para reinstalar o sistema, usa sempre a ROM da mesma região, numa versão igual ou mais recente.
- Para reparações sem desbloquear, a reinstalação pelo recovery com a ROM oficial continua a ser a opção mais segura.









